Jardins imperdíveis em Portugal

Oiii, genteee!!!!

Pode até parecer “coisa de vovó”, mas um jardim bem cuidado tem o seu valor. A simetria das árvores, as plantas mais cuidadas, o colorido das flores, o cheiro no ar. Tudo é lindo!!

Muito comum os palácios europeus terem jardins imensos, de “perder de vista”, algo singular que realmente compensa o passeio. Fica até difícil saber se quer conhecer palácio/museu ou ficar sentado admirando o jardim.

Dentre muitos jardins impecáveis e imperdíveis em toda Europa, separamos alguns de encher os olhos em Portugal. Não precisa ser primavera para esperar visitar essas lindas obras da natureza reparadas e cuidadas pelo homem.

Jardim do Paço Episcopal (Castelo Branco)

É no Jardim do Paço Episcopal de Castelo Branco, na cidade de Castelo Branco que vemos o mais perfeito exemplo de um típico jardim barroco. Em formato retangular, com balcões e varandas de ferro, balaústres de cantaria e cinco lagos com as bordas trabalhadas e jatos de água. Magistralmente separado em quatro partes (entrada, patamar do buxo, o Jardim Alagado e Plano Superior) que se ligam em perfeita harmonia. A idealização e orientação do jardim foi do Bispo da Guarda D. João de Mendonça no século XVIII.

Na entrada principal (R. Bartolomeu da Costa) apreciamos a Escadaria dos Reis Dispostos com os repuxos e a dança das águas em volta das estátuas de granito que representam os Novíssimos do Homem, Quatro Virtudes Cardeais, as Três Virtudes Teologais, os Signos do Zodíaco, as Partes do Mundo, as Quatro Estações do Ano, o Fogo e a Caça. Representados os Apóstolos e os Reis de Portugal até D. José I. Logo após, chegamos ao Plano Superior com seu patamar do buxo em formato retangular e as cinco chagas de Cristo simuladas pelos cinco lagos com repuxos. Por fim o Jardim alagado que parece emergir de um lago.

Jardim Palácio Vila Flor (Guimarães)

Dentro do Centro Cultural Vila Flor, na cidade de Guimarães, mais que aprender sobre a cultural portuguesa ainda podemos terminar o passeio apreciando toda a beleza do jardim local e uma privilegiada vista para a cidade.

Os Jardins Palácio Vila Flor são reflexo da história e arquitetura dos terraços senhorias da época (século XVIII), conservados, ainda é possível ver os típicos jardins de buxo, separados em três tabuleiros por balaústras em estilo rocaille de pináculos, urnas, estátuas e lindas escadarias que fazem a ligação entre a parte inferior e superior do jardim.

A parte superior possui canteiros bordejados de buxo anão e arbustos de camélias, redondelos e espécies de herbáceas. O chafariz dentro de uma fonte circular completa a linda visão. No jardim inferior a decoração é similar ao do jardim superior, tendo suas peculiaridades, como o tanque sextavado cercado pelas lindas japoneiras, fontes e portais. No verão é muito comum se refrescar sobre as árvores frondosas. O Jardim do Palácio Vila Flor é palco para grandes acontecimentos culturais, arte, música e encontros importantes da sociedade de Guimarães.

Jardim Quinta das Lágrimas (Coimbra)

Nada como um jardim para ser palco de uma história de amor!! A história de amor é entre Pedro (estamos falando de D. Pedro, ok?!) e Inês de Castro, e o palco para o encontro secreto era o Jardim Quinta das Lágrimas. Seguindo a regra que toda história de amor tem seu lado triste, conta a lenda que o nome “Fonte das Lágrimas” é referência as lágrimas derramadas por Inês quando foi assassinada e as manchas avermelhadas presente na rocha seriam o sangue de Inês.

Contrário dos jardins citados anteriormente, o Jardim Quinta da Lágrimas foi concebido para ser um “jardim vegetal”, reunindo várias espécies de todo mundo graças a amizade entre o curador do jardim e o diretor do Jardim Botânico da Universidade de Coimbra. Em tempos ido, a área “de mata” era o lugar ideal para caça da família real portuguesa e a área de jardim junto ao palácio, cheia de sequoias, olaias, palmeiras-da-china, cedros do buçaco e cedros do himalaia e figueira da Austrália, e o famoso podocarpo africano (único exemplar em Portugal) era para grandes eventos reais.

Hoje o jardim compõe as dependências luxuoso hotel Quinta das Lágrimas, integrante do seleto grupo Small Luxury Hotels.

Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa)

Os paisagistas António Viana Barreto e Gonçalo Ribeiro Telles foram os responsáveis pelo projeto do Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian, na capital portuguesa (Lisboa). A beleza, os desenhos em formatos geométricos subtil e o uso da vegetação ousada para a época da sua construção (nos idos dos anos 60), fizeram do jardim uma referência da arquitetura moderna paisagista portuguesa!!!

A vegetação ainda é a mesma do século XIX, árvores frondosas e eucaliptos demarcam os mais de 09 hectares de jardim com lago, riachos, terraços ajardinados, trilhas, orla, clareira, anfiteatro. São mais de 200 espécies de flora catalogadas e 43 espécies de aves que frequentam o Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian. Passear entre as árvores nos percursos perfeitamente sinalizados, admirar as plantas e aves ou até mesmo assistir um concerto ao ar livre são uma das várias atividades feitas pelos visitantes.

Por falar em atividades, o Jardim Botânico oferece atividades permanentes para quem deseja conhecer mais da natureza. São oficinas, concertos, passeios temáticos e guiados, cursos e projetos sociais para todas as idades.

Dentro do Jardim, encontramos a Fundação Calouste Gulbenkian, o Museu Calouste Gulbenkian e o Centro Interpretativo Gonçalo Ribeiro Telles. O Centro Interpretativo foi criado para mostrar aos visitantes detalhes dos trabalhos realizados e mostrar todo o cuidado realizado no Jardim Botânico.

Jardim Botânico da Madeira – Engenheiro Rui Vieira (Funchal, Ilha da Madeira)

Quem for conhecer a Ilha da Madeira (01h40 de voo direto saindo de Lisboa), vai se surpreender com o Jardim Botânico da Madeira, na cidade de Funchal.

A vontade de criar um Jardim Botânico surgiu em 1798 com o documento de João Francisco de Oliveira expressando à vontade para “se estabelecer na Ilha da Madeira hum viveiro de plantas e huma Inspecção sobre a Agricultura da mesma Ilha”, mas foi em 1951 (ano e anos depois!!) com a autorização do então presidente António Teixeira de Sousa que a Quinta do Bom Sucesso foi arrendada para receber o Jardim Botânico da Madeira.

Situada ao lado do Loiro Parque no alto do Largo da Babosas, o Jardim Botânico possuía 10 hectares inicias, hoje conta com 80 hectares. As áreas são dividias em 06: Arboreto com coleções de árvores e arbustos de várias partes do mundo (quase um museu botânico); Plantas Medicinais e Aromáticas; Plantas Indígenas do Arquipélago da Madeira; Plantas Suculentas (aquelas que armazenam água); Planta agroindustriais; Coleção de Palmeiras. Cada área por possui características únicas, apresentam lindas paisagens coloridas e harmônicas, passando aos visitantes encantos e tranquilidade durante o passeio. O Jardim abriga ainda o Museu de História Natural.

Parque das Terma da Curia (Curia)

Os 14 hectares com muita mata (devidamente conservada com árvores centenárias) e jardins impressionam os visitantes e hóspedes do Parque das Terma da Curia, sim, hóspedes, dentro do parque há dois charmosos hotéis (Hotel Termas da Curia – 3* e Hotel do Parque – 2*).

O Parque das Terma da Curia pertence a um complexo termal, na aldeia portuguesa de Curia, na freguesia de Tamengos, região de Aveiro. Além do Parque encontramos, lagos, espaço para jogos ao ar livre, campos de golf e uma simpática casa de chá. Seu lago ganha destaque por ter sido (durante muito tempo) um dos maiores lagos artificias da Península Ibérica. Lugar ideal para relaxar e passear em meio a natureza.

Parque de Serralves (Porto)

Parque de Serralves, bem no centro da cidade de Porto, nos faz esquecer que estamos em uma cidade, tanto pela paz a tranquilidade do lugar, quanto pela dimensão de seus variados jardins.

Projetada pelo arquiteto Jacques Gréber (a convite de Carlos Alberto Cabral) em 1932, possui traços clássicos e modernos, tendo total influência dos jardins franceses do século XVI e XVII. Em 1996 foi construído o Museu de Arte Contemporânea de Serralves (Fundação de Serralves). Hoje, o Parque de Serralves é referência e influência no segmento paisagístico de Portugal.

O arbóreo se destaca, pela abundância e o cuidado, enquanto a vegetação do parque impressiona por ser exótica e variada, são mais de 8.000 amostras de plantas lenhosas e 230 espécies. Mais que passear por essa variedade de verde, o parque oferece programações para quem deseja conhecer um pouco mais do trabalho produzido e da natureza que ela abriga.

Parque de Monserrate (Sintra)

O que antes era a Quinta de Monserrate, hoje é o Palácio de Monserrate que abriga o esplendoroso Parque de Monserrate. O que destaca esse parque dos outros são os seus jardins que recebem nome de países, por retratar fielmente a vegetação daquelas localidades (uma volta ao mundo dentro da botânica). O Jardim do México e do Japão são os que mais surpreendem os visitantes. Flores, árvores, rios, cascatas, ruína, recantos e charmosos caminhos dão todo o apreço e charme ao parque. Tal cuidado veio do pintor William Stocdale. do jardineiro Francis Burt e do Visconde Francis Cook, idealizadores e responsáveis por toda a criação do parque.

Parque de Monserrate foi agraciado, em 2013 com o prêmio “European Garden Award”, na categoria de “Melhor Desenvolvimento de um Parque ou Jardim Histórico”.

Mata Nacional dos Sete Montes (Tomar)

É no centro da cidade de Tomar onde encontramos e nos encantamos com os 39 hectares da Mata Nacional dos Sete Montes, também conhecida como Cerca do Convento, já pertenceu aos Templários como espaço para cultivo.

Apresenta vasta vegetação (ciprestes, olaias, carvalhos e oliveiras são alguma delas), Castelo, “Charolina” – torre cilíndrica que lembra a torre-lanterna do Convento de Cristo, cercada por um tanque circular. Belos e bem cuidados jardins, lagoas em estilo renascentistas, fontes e outros adornos típicos de jardim dão o toque final para a murada Mata Nacional.

Mata Nacional do Buçaco (Luso)

Classificada como Imóvel de Interesse Público, a Mata Nacional do Buçaco integra um complexo junto com o Palace Hotel do Buçaco e o Convento de Santa Cruz. São mais de 100ha apresentando a melhor coleção dendrológica (plantas lenhosas) da Europa, mais de 200 espécies de árvores e arbustos, e uma farta floresta (cheia de animais) que concedeu a Mata Nacional outro título (“Patrimônio Natural, arquitetônico e Cultural”). Local ímpar de peso patrimonial.

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P.s.: As fotos foram retiradas da internet!