Check-in Tips10 de abril de 2018

Espanha e a herança dos tempos dos Califas na região de Andaluzia

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Oii, gentee!

Pela proximidade geográfica, a Espanha acabou sendo o país escolhido pelos países do Norte da África para se instalarem na Europa, dando o pontapé inicial para investimentos e conquistas territoriais.

Foi em 711 que os muçulmanos iniciaram o domínio na Europa, instituindo um emirado em Córdoba e fundindo todo contexto sociocultural e agrícola na região, presente até hoje. Hoje, após oito séculos de domínio dos califas (reconquistado pelos cristãos), encontramos grandes construções que nos faz conhecer a cultura islâmica, dentro do circuito europeu. Indústria Naval, comércio de tapeçarias, cerâmicas, matemática, botânica, medicina, geografia, história e inovações tecnológicas (como a criação de moinhos) ganharam expressão e deixaram herança para toda Europa.

A região de Andaluzia (Península Ibérica), no sul da Espanha foi a extensão territorial que mais recebeu toda a influência árabe. Prova disso é o nome “Andaluzia” que antes, era denominada “Al-Andalus”, em árabe. Granada, Sevilha, Córdoba, Zaragoza e Malága são as cidades com mais presença externa da era dos califas até hoje, seja na arquitetura, nos costumes e culinária.

Separamos as atrações de cada cidade que vão te remeter a cultura árabe, e fazer entender um pouco da história local e toda influência que os califas exerceram na Espanha.

Granada

Alhambra

É a maior e mais importante construção árabe na cidade de Granada. O grande castelo e fortaleza de Alhambra (em árabe Al Hamra “A vermelha” ou Alambra) foi construído no século XIII e desde então serviu para diversas finalidades.

Dentro dos grandes muros de Alhambra encontramos grandes pátios (com belos espelhos d’água), jardins e palácios, dentre eles o Palácio Nazaríes (residência dos califas durante a dinastia Násrida), o Palácio Generalife (palácio de verão com jardins), o Palácio Alcazár Nazarí de Comares (ou simplesmente Palácio Alcazár), o Palácio del Partal (a construção mais antiga de Alhambra) e o o forte Alcazaba.

É no Pátio de Los Arrayanes onde há o grande espelho d’água refletindo toda a beleza do local, no caso os belos arcos da construção do palácio.

O Palácio Generalife era usado durante o verão, abrigando belos jardins, conferindo um ar mais fresco para a época mais quente do ano. A localização estratégica, no alto do da montanha El Sol, promete uma bela vista da cidade.

O Palácio Alcazár abriga o famoso Pátio de Los Leones. O motivo que impressiona seus visitantes são as 124 colunas de mármore e a bela fonte cercada por 12 leões. Ainda nesse palácio podemos visitar e se impressionar pela Sala de los Abencerrajes, com decoração requintada, detalhe para o teto, uma “homenagem” ao Teorema de Pitágoras.

O forte Alcazaba, foi erguido no século XI para ser a principal salvaguarda da cidade. Mesmo sendo um forte, não deixou de receber interferências árabes na sua estrutura arquitetônica com azulejos de vários tamanhos, desenhos e cores.

Todas as construções são ricas em detalhes de origem árabe, foram selecionados os melhores artesãos mouros para a construção dos edifícios. Não há determinação de estilo arquitetônico, apenas a expressão da cultura dos califas. Desde 1984 Alhambra é patrimônio da Humanidade.

Sevilha

Giralda

Patrimônio Mundial da Unesco desde 1987, é a perfeita fusão entre as culturas árabe e europeia. Com a reconquista católica que ocorreu no século XV, a Catedral de Giralda começou a ganhar forma no lugar da Mesquita construída no século XII, a única parte que não sofreu grandes alterações ou fora destruída foi o Minarete de Giralda (hoje Torre Sineira), conservando os traços arquitetônicos árabes, tendo alteração apenas no topo, onde as esferas de bronze foram trocadas por símbolos católicos.

Real Alcázar

Mais um complexo palaciano califa deixado de herança em território europeu. Edificado no século X pelo primeiro califa andaluz, Abd al-Rahman 3º.

É composto pelo Pátio da Montaria, Pátio do Leão, Palácio de Pedro I, Quarto do Almirante, a Casa dos Príncipes, Salão de Carlos V, Pátio das Donzelas, Sala dos Reis, Sala de Carlos V, Salão do Imperador, Salão dos Embaixadores, Sala de Filipe II, o Pátio das Bonecas e belos jardins.

Com a recuperação cristã sobre o território, o Real Alcázar teve alteração e incorporação cristã ao longo do tempo, sem perder sua essência e prestígio árabe, notados até hoje. Também foi incorporado como Patrimônio Mundial da Unesco em 1987.

Córdoba

Catedral-Mesquita de Córdoba

Pelo nome atentamos para a mistura de estilo, seja religioso, seja na arquitetura. Inicialmente foi fundada a Mesquita de Córdoba no ano de 785, pelo emir Abderramão III, com a volta do domínio cristão a região de Andaluzia a Catedral de Córdoba foi instituída sobre a Mesquita.

É de impressionar qualquer cristão, as 900 colunas de pedras nobres em vermelho e branco, erguidas na entrada, os mosaicos, desenhos e relevos, todos da época do domínio islâmico.

É de se entender que não é a toa que a Catedral-Mesquita é a construção mais adorada e importante da região de Andaluzia.

Zaragoza

Palácio da Aljafería

Único resquício dos tempos muçulmanos na cidade de Zaragoza, foi residência dos Reis Cristãos em 1118, após a reconquista do território. Em 1593 passou por reformas para ser sede militar, hoje comporta as Cortes de Aragão.

Malága

Alcazaba

Derivado do árabe, significa “cidadela”. Dividida em planos diferentes, destinados a receber a população. No outro nível tinha a mesquita, e o prédio da administração da fortificação, fabricada no estilo de fortificação militar.

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P.s.: As fotos foram retiradas da internet!